"Sobre o toso do meu cavalo tenho a visão de um mundo onde sou tão completa, livre e sem qualquer preconceito. Simplesmente Feliz!!!!"

Raquel Borba Pires

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

INOCENCIA em extinção

Posto um texto muito bem escrito, a qual expressa de uma forma como penso. O texto e da amiga pedagoga Cliceli Kovalsk. Ela é dona do blog  "Entre a razão e a emoção" o qual eu sou seguidora e aprecio muito seus textos.
  
"...Gosto de várias coisas diferentes ao mesmo tempo. 
Por isso meu blog é bem diversificado. Não passe por aqui em 
branco dê sua opinião! Eu me renovo a cada dia!" 
 Cliceli A.Kovalski 



 Este texto se encaixa na filosofia do blog, na maneira de pensar do gaúcho que é conservador e aprecia uma boa educação.
Devemos mostrar ensinar aos nossos "pias" que respeito vem de casa, porque a disciplina, o limite começa desde que a criança sai da barriga, ou melhor, desde dentro dela.
É preferível os pais dizerem um não com amor do que os da rua mostrar o limite com crueldade.
Mas sem exageros maltratar a criança não educa, revolta. Temos que ter um bom senso.
Pois como diz minha mãe:
“Quem ama educa”

Raquel B. Pires

INOCENCIA em extinção


A inocência de nossas crianças e nossa juventude está em extinção!
Antigamente com 10 anos ainda tinha nojo dos garotos, com 14 anos eu brincava de boneca barbie na minha piscina de plástico, com 15 comecei a olhar para os garotos com algum interesse e dei meu primeiro beijo! Nossa foi uma façanha! Nossos maiores delitos eram pular a cerca de algum vizinho e roubar uma bergamota ou laranja para comer e rir depois porque foi “ilegal” , nossas aventuras eram ir no cemitério no dia de finados para ver se víamos algum morto, e no dia seguinte nos matávamos de rir e do medo que sentimos! O babaca que ousasse por a mão em minha bunda levava um baita de um tapão nas fuça! Minha primeira transa foi aos 17 pra 18 anos e o namoro com muitas restrições e cuidados...
Hoje nem os meninos que chegam mais, as meninas já dão conta até disso! Mal começaram as crescer os pêlos na bunda já acham que podem fazer sexo como adultos!
Antigamente os pais eram carrascos e não havia diálogo. Hoje os pais liberaram totalmente para os filhos fazerem o que quiserem e por isso abriram mão do diálogo também! Não são todos, mas poderia arriscar a maioria!
Já escutei de algumas mães: “eu não posso mais com meu filho! ” e o filho de 2 anos mandando nos pais!!! Acho que tem algo errado por aí? Algum valor está sendo revertido nisso! Pais sem autoridade se deixando manipular pelos filhos ainda pequenos, quando crescerem o que será então? Baterão nos pais talvez?
Não achem Engraçadinho quando um um adulto diz mesmo brincando que ele tem uma namoradinha na escola (com 4, 7 anos ) porque do contrário o que você pensa ele entende sim! E interioriza que o primordial é ter namorado, fazer sexo, etc. Eles já são incitados muito pelas novelas, Tv programas em geral, Computador, roupas mini de adultos, e até pelos desenhos! POr favor não estimulem mais ainda isso! A sexualidade vem cada vez mais cedo hoje em dia estimulada indiretamente pela Tv, Não estimulem mais ainda isso! Pois quando sua filha estiver grávida com 13 ou 15 anos não reclame ok?!  Ou quando seu filho menor de idade engravida alguém quando mal pode ele mesmo se sustentar...!
Onde estão os pais? Professores? Sociedade!? Que não se dá conta de cuidar melhor da Inocência que hoje está comprometida!  E com ela vem a bondade, a tolerância, a humildade, e a MATURIDADE na idade certa.


Coisas da minha terra

Linda imagem capturada pelo amigo e grande fotografo Edu Rickes.
Boa tarde!!!!!!!!

Como surgiu a expressão Tchê!


Compartilho este texto que me agradou muito, retirado do blog “Na Hora do Amargo” do amigo Fernando Massolini, pessoa que admiro e parabenizo pelo belo trabalho que vem fazendo em seu blog.

Raquel B. Pires


“Há quem goze de nosso uso do termo “TCHÊ”, ache até chulo-grosseiro este linguajar. Se soubessem a sua origem, aí abaixo relatada, talvez mudassem sua opinião.”

Marcos Antônio Bergamin

Como surgiu a expressão Tchê! 

Sotaques e regionalismos na hora de falar são conhecidos desde os tempos de Jesus. Todos na casa do sumo sacerdote reconheceram Pedro como discípulo de Jesus pelo seu jeito "Galileu" de se expressar.

No Brasil também existem muitos regionalismos. Quem já não ouviu um gaúcho dizer: "Barbaridade, Tchê"? Ou de modo mais abreviado "bah, Tchê"?

Essa expressão, própria dos irmãos do sul, tem um significado muito curioso.

Para conhecê-lo, é preciso falar um pouquinho do espanhol, dos quais os gaúchos herdaram seu "Tchê".

Há muitos anos, antes da descoberta do Brasil, o latim marcava acentuada presença nas línguas européias como o francês, espanhol e o português. Além disso o fervor religioso era muito grande entre a população mais simples.

Por essa razão, a linguagem falada no dia, era dominada por expressões religiosas como: "vá com Deus", "queira Deus que isso aconteça", "juro pelo céu que estou falando a verdade" e assim por diante.

Uma forma comum das pessoas se referirem a outra era usando interjeições também religiosas como: "Ô criatura de Deus, por que você fez isso"? Ou "menino do céu, onde você pensa que vai"? Muita gente especialmente no interior ainda fala desse jeito.

Os espanhóis preferiam abreviar algumas dessas interjeições e, ao invés de exclamar "gente do céu", falavam apenas Che! (se lê Tchê) que era uma abreviatura da palavra caelestis (se lê tchelestis) e significa do céu. Eles usavam essa expressão para expressar espanto, admiração, susto. Era talvez uma forma de apelar a Deus na hora do sufoco. Mas também serviam dela para chamar pessoas ou animais.

Com a descoberta da América, os espanhóis trouxeram essa expressão para as colônias latino-americanas. Aí os Gaúchos, que eram vizinhos dos argentinos e uruguaios acabaram importando para a sua forma de falar.

Portanto exclamar "Tchê" ao se referir a alguém significa considerá-lo alguém "do céu". Que bom seria se todos nos tratássemos assim. Considerando uns aos outros como gente do céu.

Um abraço, Tchê!

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Baita texto enviado pelo baita parceiro Marcos Antônio Bergamin, que na minha opinião é um dos melhores narradores de rodeio do Rio Grande.

Baita abraço TCHÊ!

Fernando Massolini
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